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Maioria dos egressos dos cursos de ensino superior voltados à docência cursaram a modalidade EaD

A organização da sociedade civil Todos pela Educação publicou neste mês de julho de 2022 uma nota técnica com as análises sobre a evolução do número de concluintes dos cursos de Ensino Superior voltados à docência no Brasil, ou seja, Pedagogia e Licenciaturas. Os dados que eles utilizaram para análise foram do Censo da Educação Superior do período entre 2010 e 2020 e dentre as principais mensagens que puderam ser observadas a partir da análise descritiva dos dados estão que de 2010 a 2020 o número de egressos de cursos de formação inicial docente (FID) aumentou em 1,5%, sendo que, entre 2013 e 2020, o aumento foi de 18,9%.


O interessante, no caso, é que esse incremento se deve à expansão da modalidade de Educação a Distância (EAD) na rede privada, considerando, sobretudo, que o número de concluintes cresceu 109,4% entre 2010 e 2020 (e 170,3% entre 2013 e 2020).


Em relação à modalidade presencial, seja na rede pública ou na privada, o número de concluintes de cursos de formação inicial de professores diminuiu neste mesmo período. Fato que, de cada 10 alunos concluintes de cursos de formação inicial docente no Brasil, 6 estão na modalidade EAD (61,1%) e nos demais cursos do Ensino Superior brasileiro, esse número é inferior a 3 em cada 10 (24,6%).


A participação do EAD no total de alunos que concluíram a formação inicial de professores foi simplesmente superior ao dobro em comparação com outros cursos.


A participação da Educação a Distância no total de concluintes de formação inicial de professores nunca cresceu tanto como entre 2019 e 2020. O acréscimo foi de 9,1 pontos percentuais (era 52% em 2019 e passou para 61,1% em 2020), nos termos exatos da Nota Técnica, baseada a partir das Sinopses Estatísticas do Censo da Educação Superior. Os microdados de 2020, que podem permitir outras análises, inclusive mais aprofundadas, ainda não foram divulgados.

E quando se fala em concluinte entende-se o aluno que concluiu a totalidade de componentes curriculares exigidos para titulação no curso durante o ano de referência do Censo: este aluno não precisa, necessariamente, ter realizado a colação de grau e/ou participado do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).


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Segundo os trabalhos da Todos pela Educação, é possível verificar a evolução dos concluintes no Ensino Superior em cursos de formação inicial docente (chamados FID) no Brasil de 2010 a 2020. Neste período de uma década, o número de concluintes em cursos de FID aumentou em 1,5%. Já no período entre 2013 e 2020 o aumento já foi de 18,9%3 e essa elevação foi alavancada pela modalidade EAD na rede privada, que tinha 64 mil concluintes em 2010 e, em 2020, saltou para 133 mil concluintes. No caso, um aumento de 109,4%.


A participação dos concluintes da modalidade EAD na rede privada no total de concluintes de FID era de 27,5% em 2010 e passou para 56,8% em 2020. Outro elemento importante que deve ser destacado é que, entre 2010 e 2020, o número de concluintes na modalidade presencial diminuiu, tanto na rede pública como na rede privada. Essa queda é mais acentuada na rede privada, cujo número de concluintes na modalidade presencial era de 104,4 mil em 2010 e passou para 50,7 mil em 2020, uma queda de 51,4%. (Trecho da Nota Técnica da Todos pela Educação)

É curioso que, em 2020, cerca de 18,4% de todos os concluintes do Ensino Superior no Brasil estavam em cursos de formação inicial docente (FID); ou melhor, quase 2 em cada 10 concluintes estavam em cursos voltados à docência. E desses, mais da metade (57,9%) estavam em cursos de Pedagogia.


Hoje, se compararmos os cursos de FID em relação aos demais cursos de graduação do Ensino Superior brasileiro, percebemos que a participação do número de concluintes na modalidade EAD em relação ao total de concluintes é muito maior na formação de professores.


Em 2020, a cada 10 alunos que concluíam cursos de formação inicial docente, cerca de 6 estavam na modalidade a distância, ao passo que nos demais cursos menos que 3 estavam nessa modalidade. O percentual de concluintes na modalidade a distância em cursos voltados para a docência é, portanto, mais que o dobro do percentual observado nos demais cursos.


Outra percepção trazida pelo Censo da Educação e salientada na Nota Técnica é que o maior aumento no percentual de concluintes na modalidade a distância na série histórica nos cursos de FID ocorreu entre 2019 e 2020 (elevação de 9,1 pontos percentuais, de 52% em 2019 para 61,1% em 2020). Na análise dos demais cursos, também se nota o maior aumento percentual da série histórica (elevação de 5,6 pontos percentuais, de 19% em 2019 para 24,6% em 2020).


Como foi possível perceber, o crescimento expressivo na modalidade a distância ocorreu na rede privada, origem desses concluintes em cursos de FID. Nos demais cursos do Ensino Superior brasileiro este movimento também tem ocorrido, mas a intensidade e a magnitude desse fenômeno nos cursos de formação inicial de professores são bem mais expressivas realmente.


A conscientização e o aprendizado sobre o EAD vinham acontecendo gradualmente ao longo dos anos quando a pandemia da Covid-19 provocou uma verdadeira reviravolta no cenário educacional; agora as pesquisas apontam que esse movimento de expansão do EAD na rede privada em cursos de formação de professores se tornou ainda mais acentuado.


É um cenário, conforme avalia a Todos pela Educação, que deve impulsionar o Ministério da Educação a aprimorar os processos avaliativos e regulatórios dos cursos de formação de professores, e que também, no nosso entender, deve contribuir para que sejam ofertados melhores e mais satisfatórios cursos EaD.


Mais uma vez, reforçamos que educação a distância não é um meio de reduzir custos e nem mesmo uma forma indesejada de interação, como ainda argumentavam alguns pais, docentes e discentes neste final da década de 2020. Trata-se de uma realidade, que, inclusive, foi muito bem aceita por alunos e está sendo implementada pelos docentes com êxito.


Hoje temos a possibilidade de os alunos aprenderem em momentos distintos e em lugares diversos de forma mais individualizada, de terem aprendizado personalizado, livre escolha, aprendizado baseado em projetos, experiência em campo, possuírem habilidade de interpretar dados e participar ativamente do processo geral, além de serem avaliados de maneiras diferentes das usuais. A tendência é que os alunos ganhem destaque na relação, desempenhando um papel ativo na construção do aprendizado.


Enfim, considerando os dados que possuímos hoje, é crucial saber que existem exemplos de educação on-line de alta qualidade e atingir esse nível, principalmente em se tratando de cursos de formação inicial docente, deve ser a expectativa geral.


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